Deus queria que eles morressem?

Apresentados na capa da Revista Despertai de  22 de maio de 1994 estão as fotos de 26 crianças, com o título: “Jovens que colocaram Deus em primeiro lugar”. Dentro, a revista proclama: “No passado, milhares de jovens morreram porque colocaram Deus em primeiro lugar. Eles ainda estão fazendo isso, só que hoje o drama acontece em hospitais e tribunais, com a questão das transfusões de sangue.” Veja uma imagem desta citação.

Devido à decisão dos líderes da Torre de Vigia que receber uma transfusão de sangue é pecado mortal, filhos de Testemunhas de Jeová são meticulosamente doutrinados a acreditar que aqueles que aceitam transfusões de sangue para salvar suas vidas serão mortos por Jeová Deus no Armagedom, em um futuro muito próximo, e dignos da morte eterna.

Eles também são informados que as transfusões de sangue realmente não salvam vidas, mas poluem os receptores, transmitindo a AIDS, hepatite, e pode até mesmo transferir-lhes a personalidade de um doador de sangue criminoso. Os pais são pressionados a realizar sessões com seus filhos para ensaiar e praticar respostas às dúvidas mais comuns que um juiz ou hospital possam pedir para avaliar sua maturidade e grau de crença.(1) Não contente com o medo e fobias implantados, extrema coerção também é empregada pela Sociedade Torre de Vigia sancionando o ostracismo. Isso significa que deixar de obedecer esta política bizarra da Torre de Vigia provavelmente resultará na evitação de seus amigos Testemunhas, não podendo recebê-los, falar ou comer com eles – nem mesmo os familiares mais próximos, a menos que vivam sob o mesmo teto.

Pais Testemunhas de Jeová são ensinados que se salvar a vida de seus filhos, aceitando secretamente uma transfusão de sangue, Deus pode castigá-los agora, fazendo seus filhos natimortos ou matá-los na batalha do Armagedom, quando eles se tornarão estrume no chão. Até 1952, a Sociedade Torre de Vigia usou retórica semelhante sobre vacinações. Até 1980, eles disseram a mesma coisa sobre transplantes de órgãos. Agora estas práticas médicas são permitidas. Aqueles que foram leais a essas regras derramaram seu sangue em vão. Você vai sacrificar seu filho sobre essa questão? Se você responder sim, pare e pense em como você se sentirá quando a Torre de Vigia finalmente abandonar esta doutrina bizarra e eviscerada. – uma doutrina que já se esvaziou na sombra do que foi um dia.

Sacrifícios bárbaros de crianças.

O sacrifício infantil com o propósito de apaziguar um deus não é algo novo, e tem sido praticado em muitas culturas da história humana para provar como um pai é devoto. Nos tempos bíblicos, os amonitas ofereceram sacrifícios infantis ao deus Baal. Alguns estudiosos da Bíblia acreditam que as leis contra o sacrifício infantil encontrados na Bíblia (Ver Levítico 18:21; 20: 3 e Deut. 12: 30-31; 18:10) são evidências de que alguns israelitas também estavam envolvidos. A intenção original da história de Abraão, tentando oferecer seu filho Issac, antes de ser interrompido por um anjo, poderia ter sido parar uma prática bárbara.

“Além disso, construíram os altos sagrados de Baal, no vale do Filho de Hinom, para queimar seus filhos e suas filhas no fogo a Moloque. Eu não lhes havia ordenado fazer isso. Jamais havia ocorrido no meu coração pedir que eles fizessem tal coisa detestável, levando assim Judá a pecar.” – Jeremias 32:35 TNM

Por que seu filho não deve ter a fração de sangue ou componentes que necessita para viver quando tantas outras frações já são permitidas? Onde é que a Bíblia explica que produtos derivados do sangue ou frações são uma questão de consciência e quais não são? A resposta simples e óbvia é que ela não diz nada sobre o uso de hemoderivados. Nós vos suplicamos como pais Testemunha de Jeová – por favor, não deixe que a foto de seu filho acabe nesta página web como um aviso para outros. Pedimos ao resto da comunidade das Testemunhas de Jeová empenho para a reforma desta política trágica e parar com a morte desnecessária de crianças Testemunhas de Jeová.


(1) A Sentinela de 15 de Junho de 1991, página 15